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domingo, 27 de novembro de 2011

American Troller

American Troller

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Minha percepção sobre o tempo dos animes















Esse padrão se repete em quase todo anime. Faço-lhe um desafio.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mulher do forever alone

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas de internet...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

The King Of Fighters que nada! Filosofia também é porrada!

Seja o filósofo que sempre quis e ainda detone aqueles que você repugna. The King Of Fighters que nada! Bom mesmo é escolher seu personagem e meter porrada nos outros! Seja Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Rousseau, Marx, Sartre, Nietzsche e Descartes.













Clique jogar com seu filósofo favorito

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Paradoxos da cidade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nesses dias...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Piauí tem a 2ª melhor educação do Brasil?

Esses dias saiu o resultado da pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM. Entre as escolas destacadas nos primeiros lugares, estão algumas do Piauí.
Alguns de meus conterrâneos divulgaram nas redes sociais que temos a 2ª melhor educação do Brasil. Será mesmo?


Façamos então um exercício:

1- Vão no link que diz respeito à notícia:

2- Qual impacto visual que você tem?
O Piauí nos primeiros resultados?


2- Olhe atentamente, cliquem na aba "Pública", cujos resultados são referentes às escolas públicas.
Onde estão as escolas públicas do Piauí? Estão entre as 20 primeiras?



Logo, não podemos dizer que o Estado tem a 2ª melhor educação do país e sim, podemos concluir que O PIAUÍ TEM AS MELHORES ESCOLAS PRIVADAS DO BRASIL.
Não consigo me orgulhar disso por saber que tem tantos outros jovens estão fora do circuito privado e não estão sendo contemplados com tamanho privilégio.

Esse mérito das escolas privadas em breve aparecerá nos horários políticos.
Vejam que o CTRL+C, CTRL+V nos faz propagar coisas sem sentido. E ajudam a criar um mundo que não existe. O pior de tudo é que terceiros colhem os frutos políticos de notícias como essas.

O que é preciso não é tanto o avanço tecnológico. Nossas mentes precisam superar as armadilhas ideológicas.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

O que te dizem estas imagens?

Essa foi feita antes da greve e foi apelo dos policiais militares do Piauí e do Rio de Janeiro por melhores salários. Este tipo de mensagem buscavam sensibilizar a sociedade piauiense nos outdoors da cidade:














Esta foi depois da greve dos policiais. Estudantes reivindicavam a revogação do valor da passagem de R$ 2,10 para R$ 1,90:

























O que te dizem estas imagens? Comentem...

Cão sem raça definida e a interdisciplinaridade

Por Roniel Sampaio Silva

Sociólogo

Certa feita um cão rumava às margens das convenções. Este era determinado, astuto e experiente, porém o canino tinha uma trajetória, para muitos, conturbada. Tal flâneur, filho de pastores alemães premiados e conhecidos, era desdenhado tão somente porque não se reconhecia nem como Pastor Alemão, nem Fila Brasileira, nem Terrier ou Chihuahua. Ele simplesmente, não abriu mão da referência de seus pais e buscou construir sua própria identidade. Em certo momento denominou-se “Canino”. O cão cosmopolita vislumbrava desfragmentar as matilhas e as raças. Era muito solícito e conversava com todos independentemente de raça ou matilha, entretanto, os demais cães – territorialistas - o viam com desconfiança e ameaça. Sempre que seus espaços eram visitados pelo andarilho, este era prontamente enxotado sob alegação de não pertencer àquela matilha.

Seguramente o cão errante achava que embora suas raízes fossem de pastor alemão, ele poderia transcendê-las de maneira a comungar de várias matilhas simultaneamente à medida que peregrinava. Indubitavelmente sua felicidade estava no nomadismo. Afinal, ser pastor alemão implicava numa religião e uma nacionalidade. Ele queria apenas ser um cão e trilhar seu caminho ao caminhar. Inventar e reinventar percepções e habilidades: caçar, pescar, correr e farejar sem especializar-se na habilidade da raça, cujo competência era pautada no crivo disciplinar da matilha. Desse modo, para cada necessidade e vontade far-se-ia uma visita para cada matilha diferente. Paradoxalmente, na medida em que ele passeava e sentia-se pertencente às elas mais estas o boicotavam.

Assim, a convicção canina o fez pagar o preço da beira do ostracismo dos seus pares. Afinal, não existia maior estigma do que ser conhecido como “CSRD”: Cão Sem Raça Definida. Lamentavelmente, foi assim que o “Canino” ficou conhecido. Embora ele quisesse existencialmente ser o mais cosmopolita dos cães, passear entre todas as matilhas para entranhar experiências, habilidades e impressões sob os vários pontos de vista, o preço pago por ele foi ficar à margem nas taxonomias de modo que acabou por ser categorizado pelo afã dos outros como “cão sem raça definida” ou vira-latas por não se enquadrar em nenhuma raça.

Tamanho foi o estigma que ele passou a ser o perseguido pela inquisidora carrocinha, cujo trabalho fatídico se resumia a capturá-lo, categorizá-lo, encarcerá-lo junto aos demais cães pastores alemães na esperança que um dia ele se fidelizasse restritamente à este grupo.

Ao que parece, o cãozinho ainda sob ameaça de prisão, alguém está disposto a adotá-lo?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Façam valer as súplicas dos motociclistas

Por Roniel Sampaio Silva, sociólogo.

Foi-se o tempo da cidade do respeito e do silêncio. As onomatopeias urbanas tranquilas de outrora foram completamente sufocadas pelos estrondos horrendos de motocicletas desvairadas. Nos últimos anos este meio de transporte tomou conta da paisagem teresinense e tantas outras cidades brasileiras devido à facilidade de crédito, aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, bem como é reflexo do abandono gradual do transporte público coletivo pelos teresinenses.

Em particular nota-se que o acesso ao bem de consumo trouxe consigo ostentação e competição. Os automóveis têm aumentado também vertiginosamente. Junto com a necessidade material do transporte catalisa-se a necessidade social de ostentar do veículo como meio de angariar status social. Por outro lado, se nas motocicletas não há tantas formas de sofisticar adereços quantos nos automóveis a maneira encontrada por alguns motoqueiros teresinenses foi “envenenar” os motores de modo a criar impressão de potência monstruosa cujo significado talvez remeta a poder, potência, ostentação. Mas afinal, o que pensam eles de fato sobre o barulho? Nunca perceberam que tamanha falta de bom senso gera transtorno tanto para si quanto para o resto da cidade? Existem tantas outras formas de chamar atenção, porque escolher a que mais incomoda e a que mais faz mal a saúde? Seria isto uma forma de mostrarem-se poderosos ou vistos para serem respeitados pelos demais motoristas?

O fato, porém, não circunda em torno da restrição ou proibição do meio de transporte. Nem todos os motociclistas são imprudentes. Há também os motoristas imprudentes que não respeitam motociclistas e vice-versa. Minha preocupação imediata é quanto à tendência de instauração do desrespeito, da intolerância em favor do estrondo hedonista, cujos efeitos – como se não bastasse causar sérios danos a saúdes deles próprios - causam prejuízos sérios à saúde em geral: danos à audição, desatenção no transito, insônia, podendo chegar à surdez, distúrbios físicos e psicológicos.

Considerando o volume de prontuários de traumas no HUT cada vez mais será preciso investir na reabilitação dos acidentados. Acidentes envolvendo motocicletas hoje talvez sejam um dos nossos maiores problemas de saúde pública. Por que não criar estratégias educativas para combater a poluição sonora no trânsito? A liberdade demasiada de explodir os motores para o bel prazer em detrimento do respeito ao próximo não incentiva a imprudência?

A médio e longo prazo, penso que as autoridades de trânsito devam investir um pouco de seus recursos para esta parcela barulhenta. A curto prazo, pedimos encarecidamente para as autoridade de transito, municipal, estadual e federal que façam valer a súplica por atenção destes motociclistas vociferantes e lhe enviem o reconhecimento em forma de multa, observando a Lei municipal nº 3.508; o Código de Transito Brasileiro em seu Art. 229 e o art. 42 do Decreto-lei 3.688/41.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Incompetência tácita

Por Roniel Sampaio
Sociólogo

Acompanhamos a recente e precoce tentativa da Assembleia Legislativa de impor um novo tributo sobre compras efetuadas na web. A medida, materializada pela pela Lei de nº 6.041/2010, é sustentada pelo argumento de que a iniciativa proporcionará “redução das desigualdades regionais, já que praticamente todos os recursos oriundos de impostos sobre compras via internet ficam nas regiões Sudeste e Sul”. Sabemos que as diferenças regionais desse país em sua grande monta são oriundas da forma pela qual cada estado é colocado dentro do sistema produtivo. com efeito, essas desigualdades são perpetradas historicamente. Dentre os estados brasileiros alguns são mais articulados que outros no que diz respeito à iniciativas, capacitação técnica e incentivos governamentais; o que é caso dos estados onde estão concentradas a maior parte das lojas virtuais da web.

De longa data houve nesses estados fomentações graduais da iniciativa empreendedora dos seus habitantes. Coisa que nosso estado deixa desejar. Os impostos exorbitantes não nos colocarão em pé de competição com os estados do centro sul do Brasil. Tal tarifação, porém, revela tacitamente a incompetência do estado do Piauí de criar mecanismos para que o comércio local seja mais atrativo. Ao que camufladamente parece ser um rompimento da dependência de outros estados acaba por ser uma alimentação dessa subordinação como bem destacou na década de 1960 os teóricos da teoria da teoria da dependência: O desenvolvimento dos países periféricos (no nosso caso, os estados brasileiros) se limita ao desenvolvimento tecnológico dos países de centro, uma vez que boa parte das tecnologias que impulsionam a economia são oriundas dos países desenvolvidos. Instaura-se uma relação de dependência em relação esses países limitando o subdesenvolvimento ao desenvolvimento. Desse modo, a realidade piauiense está rumando para esse sentido através de ações que tendem a “isolar” tecnologicamente a aquisição de bens oriundos de compras virtuais, cuja grande maioria são suprimentos de informática.

Para além das discussões jurídicas sobre a Lei, sobre sua constitucionalidade, devemos nos atentar ao fato de ao tempo em que consumidor está sendo penalizado e duplamente tarifado toda sociedade está perdendo oportunidade de acompanhar as grandes tendências tecnológicas. Nesse sentido, a implantação do novo imposto não fará com que o comercio local se fortaleza, só os deixará mais acomodados. Reparo que como consumidor, o impulso nas compras da internet fizeram com que as lojas de suprimentos de informática buscassem fornecedores mais competitivos,condições de pagamento, atendimento ou preço.

Como cidadão não gostariam que as fatos se apresentassem em detrimento das demagogias. Por que nossos parlamentares não falam abertamente que a proposta de lei é uma forma de aumentar a arrecadação tributária do estado?Por que pouco se tem feito para enxugar com despesas decorrentes de privilégios, dos excessos de cargos comício-nados e os altos salários do gestores?Por que nunca temos uma prestação de contas realmente transparente e detalhada?Todos estes questionamentos apontam para as reais intenções da criação do tributo.

Terceiros ganham em tributos, nós perdemos em conhecimento

Outro importante fator a considerar é a a contravenção teimosa que propõe o Estado do Piaui. Enquanto o próprio governo federal tem buscado reduzir os impostos de importações de bens essenciais para o desenvolvimento tecnológico do pais. A atual gestão de nossos governantes tem buscado o caminho oposto. A aquisição de bens relacionados a informática é essencial para o desenvolvimento das tecnologias informacionais do nosso estado. Jamais teremos empreendedores de lojas virtuais no Piauí se aos piauienses forem colocadas barreiras tributárias para aquisição de bens vitais para o desenvolvimento. na contramão das barreiras, é louvável um estado como o nosso está tentando acompanhar as grandes tendências nacionais e internacionais dos negócios movimentados pela internet, como é o caso de uma dúzia de empreendedores do mercado virtual que já concorrem entre si com sites de compras coletivas no estado. Nossa juventude tem usado muito rede mundial de computadores para aquisição de bens que lhes alavancarão profissionalmente e certamente esse crescimento trará resultados tanto para a qualificação de nossa mão de obra quanto para a multiplicação de empreendedores.

A solução para o problema aponta para o incentivo do micro empresário e diminuição das barreiras tributárias, facilitando a mobilização e o surgimento de iniciativas que possa ser multiplicadas no estado, tais como as já citadas ações de web empreendedores de sites de compras coletivas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O povo brasileiro tiririca com a democracia


Mais uma figura folclórica ingressou no congresso, instituição, diga-se de passagem, cuja credibilidade está quase completamente maculada fronte ao imaginário nacional. No geral, a população, alguns analistas políticos, vê a figura do parlamentar como prova cabal do descrédito total no sistema democrático. Muitos comungam no combate ao sujeito e aos que votaram no sujeito e atribui todas as mazelas do congresso ao Tiririca e aos 6% dos eleitores que votaram nele. Entretanto, este é o preço que todos nós pagamos pela democracia. E se aquela figura nos representa frente à câmara é porque há alguma demanda a ser superada. Tal demanda não é pura e simplesmente ignorante, irracional ou politesca. A figura do Tiririca representa a descrença no sistema democrático brasileiro e nos valores morais que deviam sustentar nossa sociedade. Representa, sobretudo, uma apatia política e descrédito total na política como oportunidade de mudar nossa própria realidade. A figura do cearense nunca foi tão oportuna como nestas eleições. A corrupção está espalhada em toda nossa sociedade, porém há ainda as últimas fronteiras morais das nossas consciências. Com as formas de controle adequadas podemos evoluir e aprender nos educar e educar nossas futuras gerações a serem mais participativas, críticas e democráticas. Precisamos, sobretudo, deixar a resignação do insuperável e começar a agir microcosmicamente a fim de ir obtendo pequenos resultados. Diante de tantas denuncismos, tanta corrupção, seremos nós induzidos a desacreditar completamente na democracia? Quem ganha com essa apatia? Enquanto imaginamos a figura do político como profano, muitas figuras se repetem nos cenários políticos. Cada vez mais nos ostracisamos. É urgente admitir que política não é somente o espaço eleitoral.

Um segundo aspecto a ser considerado é o fato que esta descrença não está pautada apenas nos agentes políticos e em nossa cultura política, mas no próprio sistema eleitoral que torna a compreensão das regras quase um enigma. O voto sem a devida cidadania torna-se uma ferramenta tão inútil quanto o político corrupto, uma vez que o eleitor pensa em votar em um candidato e elege vários de uma coligação sem ao menos saber. Aproprio-me de Norberto Bobbio para argumentar que a democracia precisa ter suas regras do jogo bem definidas. A eleição de Tiririca mostra que estas regras estão ficando obsoletas.

Ademais, não se considera que 94% da população não voltou no candidato. Se este percentual não foi receptivo às propostas dele é porque muitos abominam o patrimonialismo, o nepotismo, o personalismo, as falsas promessas e a oratória disfarçada de corrupção tão caricatamente humorada na fala da personagem. A democracia não está completamente perdida. Portanto, será que o problema reside na figura do Tiririca e na irreversibilidade da corrupção?



domingo, 1 de maio de 2011

Equilibrando-se nas linhas

Quantas vezes tomamos decisões das quais nos arrependemos? Quantas vezes mais deixamos de tomar decisões e somos tomados por arrependimentos sem precedentes?O que faz com que as pessoas de sucesso cheguem tão longe apesar de todos os empecilhos?

Em primeiro lugar nossas metas precisam estar muito bem traçadas e bem delimitadas. Elas são tipos ideias, utopias. Ao tempo em que idealizamos mentalmente nossos anseios, construímos uma linha imaginária. Os passos que criamos são seguidos por outra linha concreta na qual temos pouco controle. A linha que idealizamos, sonhamos é a inspiração e motor de nossas batalhas. Paradoxalmente, a utopia (linha visionária) precisa ser mantida para que o sonho seja real, uma vez que as adversidades da vida se encarregam de deformar a linha que pisamos (linha concreta) para trilhar nossos caminhos. Desta maneira, o comportamento humano não é demasiadamente previsível, nossas paixões muito menos. Portanto, mesmo que a nossa linha visionária, pensada, seja inexorável, a linha que pisamos é extremamente tênue. Tal linha é real e, esta por sua vez, mais suscetível a erros e dialoga com a linha ideal. Apesar de interdependentes elas têm propriedades totalmente diferentes.

O que difere estas linhas é o aspecto da flexibilidade. Na medida em que a linha de nossa trajetória é suscetível a mudanças repentinas e oportunas à situação, a outra precisa ter um caráter mais rígido para manter nosso foco e nossos objetivos bem claros. Nossos caminhos até podem ser fluidos, mas o que seria de nós se nossos sonhos fossem demasiadamente líquidos? Então, façamos esta linha reta, bela e platônica para concretizarmos nossos planos mais reais. Quando caímos, são estas linhas que usamos para nos levantar, pois é nela que nos sustentamos. Quando fracassamos, não almejamos novamente o fracasso, almejamos o sucesso ainda não idealizado. Enquanto a linha visionária nos ergue, a linha real nos derruba, gerando um movimento dialético que nos faz crescer. E nos faz amadurecer. Para tanto, faz-se necessário não desistir para não perder a trilha dos sonhos. Desistir faz com que a linha da realidade se torne cada vez mais cruel.

Além do mais, para percorrer simultaneamente ambas as linhas é preciso ter equilíbrio. Somos equilibristas. Nossas dívidas, nossos desafetos, nossos medos e inseguranças querem nos derrubar a todo o momento e deformam nossa linha pisada. É preciso esquecer a plateia lá em baixo para que possamos chegar do outro lado. Às vezes eles excitam seus sonhos, porém muitas vezes eles nos deixam na corda bamba.

A perda do senso de equilíbrio pode atrapalhar muito. Caso nos foquemos apenas na linha visionária não notaremos que estamos arraigados por uma linha mundana. Por este caminho o fracasso torna-se uma realidade com facilidade. Se você não olhar para o chão que pisa certamente tombará. O sonho sem o senso de realidade transforma-se em frustração.

Caso o enfoque esteja apenas na linha concreta. Perderemos com facilidade a linha de nossos devaneios, nossos sonhos, nossas virtudes e sucumbiremos com facilidade a nossos piores pesadelos. Constataremos que a realidade é por demasia cruel e seremos findados por nossas desgraças mais subjetivas. Não saberemos para que ou por quem lutar.

Meu esforço diário é para me equilibrar nestas linhas sem esquecer nem uma e nem a outra. Lembre-se que as linhas da fantasia da maioria das demais pessoas são paralelas às suas. E se você está esperando que seus sonhos sejam adotados por outros, saiba que as linhas imaginárias de cada um, em sua grande maioria, são diferentes e somente em um lugar elas poderão se encontrar: no infinito.

Um grande abraço

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os seis mitos do trabalho formal


Muito se fala sobre o trabalho e sua contribuição social. Concordo em parte. Porém, algumas almas malevolentes tiram proveito destas representações sociais do trabalho e acabam por fazer dele um espaço de repulsão, afirmando mais ainda situações de vulnerabilidades uma vez que seduz o trabalhador com falsas promessas e o deixa a mercê de várias adversidades relacionadas à marginalização. Portanto, construindo um discurso paradoxal.



1- O trabalho dignifica o homem.
A dignidade é relativa no momento em que muitos trabalhadores buscam os sindicatos e as DRTs porque não aguentam mais o seu trabalho e querem rescindir o contrato de trabalho - coisa complicada. É digno receber pagamento para ser humilhado? É digno estar submetido à condições desumanas de trabalho, como os trabalhadores de nosso comércio? As empresas se aproveitam da inexperiência de jovens para tirar a seu ultimo suspiro de trabalho. Qual o resultado? Os jovens poderão estar sendo afastados do trabalho. Pra onde poderão ir?


2- Fulano é rico porque trabalhou muito.
Os sujeitos realmente ricos não são aqueles que trabalham. Em verdade, os que não trabalham são os que mais poderosos. Os que gastam suas últimas energias para manter-se no trabalham, eles nunca terão tempo para ficar rico. Perderão a maior parte do tempo trabalhando para enriquecer o patrão.


3- Vou trabalhar para crescer na empresa
Toda empresa, por mais budega que seja, tem um gerente, uma recepcionista ou atendente de telefone, um "Severino faz tudo" e o Patrão. Ambos estão numa escala vertical. Pra você subir na pirâmide você precisa "mostrar serviço". Este ato pode representar muitas vezes não seu esforço pessoal em fazer o trabalho direito - o que deveria ser acatado- mas o fato de se sobrepor aos outros pra se destacar. Vendedores são especialistas em "roubar a meta do colega".

4- Nunca vou contra meu chefe porque ele vai me ajudar lá na frente.
Pense bem. Se seu chefe com a proximidade que tem com você faz vista grossa pra lhe conceder qualquer melhoria.Quando ele ficar longe é que não fará nada mesmo. Não lhe dará mais que desprezo. Se está receoso com alguma perseguição e não tem a iniciativa de reagir esperando que o chefe contorne-a. Deixe de ser besta.

5- Quanto mais eu ficar próximo do patrão mais me darei bem
Esse são os lemas do chamados "puxas saco". Ficam de prontidão pra "cabuetar" todos da empresa e quando ele menos espera sua cabeça vira prêmio. No dia que o humor do empregador mudar, aquele relatório tão precioso não passa de fofoca. E o informante é demitido - paradoxalmente - por cumprir o pacto tácito de corrupção. Lembram o que acontece com os agentes duplos nos filmes de guerra?Acabam sendo mortos por um dos lados.


6- Meu patrão é meu amigo
Os que pensam não conhecem a essência das relações de trabalho. São interesses antagônicos. Seu patrão gosta do lucro gerado pelo seu trabalho, nunca de você. Não pense que ele vai sacrificar a troca do carro do ano por se dar um aumento, por mais que você esteja precisando.




sexta-feira, 8 de abril de 2011

Violência Isolada em Realengo?


O mais recente e comentado episódio da mídia foi o assassinato em série efetuado por um ex-aluno de 24 anos. Todavia, pouco se sabe a respeito das motivações do crime. A natureza da ação foi Absoluta insanidade? Circunstancial? Cultural? Social? Religiosa?
Não sou investigador de policia e tão pouco quero solucionar especificamente o fato. Entretanto, podemos nos negligenciar e fingir que tudo não passou de pesadelo? Não, é fato.
Tragédias como essas estão acontecendo pela primeira vez no Brasil muito embora seja um problema conhecido dos Estados Unidos, cuja a frequência de acontecidos como esse é maior. Então, estamos nos aproximando de ser uma potência em violência sem série? O fordismo dos yankees chegou a esse ponto?
Nossa realidade é muito diferente, sobretudo a do Rio de Janeiro. As desigualdades sociais geraram conflitos de natureza social e individuais quase irreversíveis.
Imagine você conviver em uma sociedade onde a vida é banalizada em confrontos em que todos são seus inimigos: Os traficantes são inimigos, as milícias são inimigos, o Estado é inimigo, os governantes são inimigos. À sociedade civil não resta mais nada a não ser o confinamento dos condomínios fechados, da segurança privada e dos carros à prova de balas. Como ficam os habitantes que não tem dinheiro pra pagar tudo isso? Como lhe dar financeiramente com todos esses custos, com toda a pressão, com toda a cobrança? Esse ambiente é realmente saudável para o desenvolvimento psíquico e social de uma pessoa?

No que se refere ao fato um desdobramento me chamou demasiada atenção:

Por que o regresso à escola para cometer todo esse "acerto de contas"?

A escola é um espaço de construção das identidade, descobertas e muitas vezes é o espaço com o qual o individuo cria um vinculo maior que o espaço da família. Um contexto familiar problemático faz da escola um oásis, cujo vinculo pode ter seu retorno positivo ou negativo. No nosso contexto, o espaço da família e da escola são coexistentes e harmônicos entre si e completamente relacionados. Ambos dialogam entre si. Quando uma criança é desratada na escola ela pode ter o seu comportamento na família alterado. E quando a família, a sociedade e o contexto não criam âncoras suficientes para suprir o mínimo de equilíbrio psíquico e social de modo a fomentar a violência, o desespero, o desafeto?
Podem acontecer tragédias como essas na escola.





terça-feira, 5 de abril de 2011

Minha rotina sem televisão

Relatos de uma mudança de hábito.

Recentemente mudei-me. O utensílio mais presente na residência dos brasileiros, a televisão acabou ficando de fora. A partir de então, acabei consolidando uma revolução na minha vida. Relatarei minha experiência a partir de dois momentos.

Ainda com a televisão

Trabalhava 8 horas por dia. Como morava longe chegava em casa perto das sete e meia da noite. Ao chegar, exausto, sentava no sofá, ligava o aparelho televisor e consumia recortes da programação, tanto local quanto nacional. Estava aparentemente descansando e relaxando. Entretanto, podia

estar relaxando o corpo, mas estava atrofiando meu músculo mais precioso: o cérebro. Assim, mesmo odiando a programação, sentia um magnetismo me prender aquele aparelho. Um programa levava ao outro, mal terminava um telejornal começava outra coisa que nada tinha a somar à minha experiência. Mas tido se apresentava instigante e parecia um verbo transitivo a pedir complemento. Quando enfim me sentia repousado, já era tarde da noite e precisava dormir pra alimentar o círculo vicioso do dia seguinte. Quando chegava o final de semana, toda minha rotina continuava orientada pela programação televisiva. Manhã: Seriado; Tarde: Filme; noite: Telejornal ou revista televisiva. Os programas que acompanhava não eram, em sua grande maioria, ruins, fúteis, deseducativos. Muito pelo contrário, assistia a filmes bons, entrevistas relevantes e documentários excelentes. Entretanto, minha agenda totalmente era escrava da programação.

A rotina sem a televisão

Ao me mudar, continuei trabalhando as 8 horas por dia. Chegava em casa um pouco mais cedo, cerca de 30 minutos antes de outrora. A princípio pensei como seria minha vida sem o tal aparelho. Pesquisei preços, placas para acoplar ao computador, mas resolvi me presentear com a experiência de viver sem a televisão. Desde então, ao chegar do trabalho, como não mais dispunha do televisor para o repouso laboril cotidiano iniciei uma nova fase em minha vida. De tão entediado, resgatei o hábito de ler, escrever, assistir a um filme clássico. E principalmente estudar. Passei a fazer coisas das quais fazia a conta gotas. Reservei também um bom tempo para conversar com minha esposa e falar sobre nossas experiências. Desde então passamos a nos relacionar melhor. Meu dia hoje parece ter 72 horas. Em um único rotacionar da terra consigo estudar satisfatoriamente, ler, escrever, ouvir podcasts, ler, assistir filme, jogar, acessar a internet dentre tantas outras coisas. Na medida em que meus hábitos mudaram, minha bagagem também mudou. O viajante se torna o que ele carrega na mala. As desvantagens de abrir mão completamente deste veículo, é correr o risco de ficar desinformado. Ficar à toa nas rodas de conversas relacionadas aos fatos recentes. Porém, ao meu singelo julgamento temos muito mais a ganhar do que a perder. Tanta informação absorvida torna seu raciocínio tão volátil como os grãos de arreia de terras estranhas soltos ao vento. Agora, se usa do teu barro para construir, tal procedência consolidará um castelo uma vez que conheces o material e fará um bom arranjo.


Esses dias fiz um balanço da experiência. E cheguei a conclusão que o mais importante é ter controle sob suas escolhas e selecionar as informações na medida em que se precisa. Construir a informação, não deixar que ela lhe construa. Agora faço determinada tarefa quando me sinto preparado, motivado, instigado. Tenho tentado ser cada vez mais autotrófito. Depois de quase duas dezenas de anos de pura fagocitose visual, será que estou desintoxicado?


Fonte imagem 1: www.cartapotiguar.com.br
Fonte imagem 2: www.fariaconversas.blogspot.com