domingo, 27 de novembro de 2011
American Troller
American Troller
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Minha percepção sobre o tempo dos animes
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Mulher do forever alone
domingo, 16 de outubro de 2011
Coisas de internet...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
The King Of Fighters que nada! Filosofia também é porrada!

Clique jogar com seu filósofo favorito
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Paradoxos da cidade.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Nesses dias...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O Piauí tem a 2ª melhor educação do Brasil?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O que te dizem estas imagens?


Cão sem raça definida e a interdisciplinaridade
Sociólogo
Certa feita um cão rumava às margens das convenções. Este era determinado, astuto e experiente, porém o canino tinha uma trajetória, para muitos, conturbada. Tal flâneur, filho de pastores alemães premiados e conhecidos, era desdenhado tão somente porque não se reconhecia nem como Pastor Alemão, nem Fila Brasileira, nem Terrier ou Chihuahua. Ele simplesmente, não abriu mão da referência de seus pais e buscou construir sua própria identidade. Em certo momento denominou-se “Canino”. O cão cosmopolita vislumbrava desfragmentar as matilhas e as raças. Era muito solícito e conversava com todos independentemente de raça ou matilha, entretanto, os demais cães – territorialistas - o viam com desconfiança e ameaça. Sempre que seus espaços eram visitados pelo andarilho, este era prontamente enxotado sob alegação de não pertencer àquela matilha.
Seguramente o cão errante achava que embora suas raízes fossem de pastor alemão, ele poderia transcendê-las de maneira a comungar de várias matilhas simultaneamente à medida que peregrinava. Indubitavelmente sua felicidade estava no nomadismo. Afinal, ser pastor alemão implicava numa religião e uma nacionalidade. Ele queria apenas ser um cão e trilhar seu caminho ao caminhar. Inventar e reinventar percepções e habilidades: caçar, pescar, correr e farejar sem especializar-se na habilidade da raça, cujo competência era pautada no crivo disciplinar da matilha. Desse modo, para cada necessidade e vontade far-se-ia uma visita para cada matilha diferente. Paradoxalmente, na medida em que ele passeava e sentia-se pertencente às elas mais estas o boicotavam.
Assim, a convicção canina o fez pagar o preço da beira do ostracismo dos seus pares. Afinal, não existia maior estigma do que ser conhecido como “CSRD”: Cão Sem Raça Definida. Lamentavelmente, foi assim que o “Canino” ficou conhecido. Embora ele quisesse existencialmente ser o mais cosmopolita dos cães, passear entre todas as matilhas para entranhar experiências, habilidades e impressões sob os vários pontos de vista, o preço pago por ele foi ficar à margem nas taxonomias de modo que acabou por ser categorizado pelo afã dos outros como “cão sem raça definida” ou vira-latas por não se enquadrar em nenhuma raça.
Tamanho foi o estigma que ele passou a ser o perseguido pela inquisidora carrocinha, cujo trabalho fatídico se resumia a capturá-lo, categorizá-lo, encarcerá-lo junto aos demais cães pastores alemães na esperança que um dia ele se fidelizasse restritamente à este grupo.
Ao que parece, o cãozinho ainda sob ameaça de prisão, alguém está disposto a adotá-lo?
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Façam valer as súplicas dos motociclistas
Por Roniel Sampaio Silva, sociólogo. Foi-se o tempo da cidade do respeito e do silêncio. As onomatopeias urbanas tranquilas de outrora foram completamente sufocadas pelos estrondos horrendos de motocicletas desvairadas. Nos últimos anos este meio de transporte tomou conta da paisagem teresinense e tantas outras cidades brasileiras devido à facilidade de crédito, aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, bem como é reflexo do abandono gradual do transporte público coletivo pelos teresinenses.
Em particular nota-se que o acesso ao bem de consumo trouxe consigo ostentação e competição. Os automóveis têm aumentado também vertiginosamente. Junto com a necessidade material do transporte catalisa-se a necessidade social de ostentar do veículo como meio de angariar status social. Por outro lado, se nas motocicletas não há tantas formas de sofisticar adereços quantos nos automóveis a maneira encontrada por alguns motoqueiros teresinenses foi “envenenar” os motores de modo a criar impressão de potência monstruosa cujo significado talvez remeta a poder, potência, ostentação. Mas afinal, o que pensam eles de fato sobre o barulho? Nunca perceberam que tamanha falta de bom senso gera transtorno tanto para si quanto para o resto da cidade? Existem tantas outras formas de chamar atenção, porque escolher a que mais incomoda e a que mais faz mal a saúde? Seria isto uma forma de mostrarem-se poderosos ou vistos para serem respeitados pelos demais motoristas?
O fato, porém, não circunda em torno da restrição ou proibição do meio de transporte. Nem todos os motociclistas são imprudentes. Há também os motoristas imprudentes que não respeitam motociclistas e vice-versa. Minha preocupação imediata é quanto à tendência de instauração do desrespeito, da intolerância em favor do estrondo hedonista, cujos efeitos – como se não bastasse causar sérios danos a saúdes deles próprios - causam prejuízos sérios à saúde em geral: danos à audição, desatenção no transito, insônia, podendo chegar à surdez, distúrbios físicos e psicológicos.
Considerando o volume de prontuários de traumas no HUT cada vez mais será preciso investir na reabilitação dos acidentados. Acidentes envolvendo motocicletas hoje talvez sejam um dos nossos maiores problemas de saúde pública. Por que não criar estratégias educativas para combater a poluição sonora no trânsito? A liberdade demasiada de explodir os motores para o bel prazer em detrimento do respeito ao próximo não incentiva a imprudência?
A médio e longo prazo, penso que as autoridades de trânsito devam investir um pouco de seus recursos para esta parcela barulhenta. A curto prazo, pedimos encarecidamente para as autoridade de transito, municipal, estadual e federal que façam valer a súplica por atenção destes motociclistas vociferantes e lhe enviem o reconhecimento em forma de multa, observando a Lei municipal nº 3.508; o Código de Transito Brasileiro em seu Art. 229 e o art. 42 do Decreto-lei 3.688/41.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Incompetência tácita
Sociólogo
Acompanhamos a recente e precoce tentativa da Assembleia Legislativa de impor um novo tributo sobre compras efetuadas na web. A medida, materializada pela pela Lei de nº 6.041/2010, é sustentada pelo argumento de que a iniciativa proporcionará “redução das desigualdades regionais, já que praticamente todos os recursos oriundos de impostos sobre compras via internet ficam nas regiões Sudeste e Sul”. Sabemos que as diferenças regionais desse país em sua grande monta são oriundas da forma pela qual cada estado é colocado dentro do sistema produtivo. com efeito, essas desigualdades são perpetradas historicamente. Dentre os estados brasileiros alguns são mais articulados que outros no que diz respeito à iniciativas, capacitação técnica e incentivos governamentais; o que é caso dos estados onde estão concentradas a maior parte das lojas virtuais da web.De longa data houve nesses estados fomentações graduais da iniciativa empreendedora dos seus habitantes. Coisa que nosso estado deixa desejar. Os impostos exorbitantes não nos colocarão em pé de competição com os estados do centro sul do Brasil. Tal tarifação, porém, revela tacitamente a incompetência do estado do Piauí de criar mecanismos para que o comércio local seja mais atrativo. Ao que camufladamente parece ser um rompimento da dependência de outros estados acaba por ser uma alimentação dessa subordinação como bem destacou na década de 1960 os teóricos da teoria da teoria da dependência: O desenvolvimento dos países periféricos (no nosso caso, os estados brasileiros) se limita ao desenvolvimento tecnológico dos países de centro, uma vez que boa parte das tecnologias que impulsionam a economia são oriundas dos países desenvolvidos. Instaura-se uma relação de dependência em relação esses países limitando o subdesenvolvimento ao desenvolvimento. Desse modo, a realidade piauiense está rumando para esse sentido através de ações que tendem a “isolar” tecnologicamente a aquisição de bens oriundos de compras virtuais, cuja grande maioria são suprimentos de informática.
Para além das discussões jurídicas sobre a Lei, sobre sua constitucionalidade, devemos nos atentar ao fato de ao tempo em que consumidor está sendo penalizado e duplamente tarifado toda sociedade está perdendo oportunidade de acompanhar as grandes tendências tecnológicas. Nesse sentido, a implantação do novo imposto não fará com que o comercio local se fortaleza, só os deixará mais acomodados. Reparo que como consumidor, o impulso nas compras da internet fizeram com que as lojas de suprimentos de informática buscassem fornecedores mais competitivos,condições de pagamento, atendimento ou preço.
Como cidadão não gostariam que as fatos se apresentassem em detrimento das demagogias. Por que nossos parlamentares não falam abertamente que a proposta de lei é uma forma de aumentar a arrecadação tributária do estado?Por que pouco se tem feito para enxugar com despesas decorrentes de privilégios, dos excessos de cargos comício-nados e os altos salários do gestores?Por que nunca temos uma prestação de contas realmente transparente e detalhada?Todos estes questionamentos apontam para as reais intenções da criação do tributo.
Terceiros ganham em tributos, nós perdemos em conhecimento
Outro importante fator a considerar é a a contravenção teimosa que propõe o Estado do Piaui. Enquanto o próprio governo federal tem buscado reduzir os impostos de importações de bens essenciais para o desenvolvimento tecnológico do pais. A atual gestão de nossos governantes tem buscado o caminho oposto. A aquisição de bens relacionados a informática é essencial para o desenvolvimento das tecnologias informacionais do nosso estado. Jamais teremos empreendedores de lojas virtuais no Piauí se aos piauienses forem colocadas barreiras tributárias para aquisição de bens vitais para o desenvolvimento. na contramão das barreiras, é louvável um estado como o nosso está tentando acompanhar as grandes tendências nacionais e internacionais dos negócios movimentados pela internet, como é o caso de uma dúzia de empreendedores do mercado virtual que já concorrem entre si com sites de compras coletivas no estado. Nossa juventude tem usado muito rede mundial de computadores para aquisição de bens que lhes alavancarão profissionalmente e certamente esse crescimento trará resultados tanto para a qualificação de nossa mão de obra quanto para a multiplicação de empreendedores.
A solução para o problema aponta para o incentivo do micro empresário e diminuição das barreiras tributárias, facilitando a mobilização e o surgimento de iniciativas que possa ser multiplicadas no estado, tais como as já citadas ações de web empreendedores de sites de compras coletivas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O povo brasileiro tiririca com a democracia

domingo, 1 de maio de 2011
Equilibrando-se nas linhas

Quantas vezes tomamos decisões das quais nos arrependemos? Quantas vezes mais deixamos de tomar decisões e somos tomados por arrependimentos sem precedentes?O que faz com que as pessoas de sucesso cheguem tão longe apesar de todos os empecilhos?
Em primeiro lugar nossas metas precisam estar muito bem traçadas e bem delimitadas. Elas são tipos ideias, utopias. Ao tempo em que idealizamos mentalmente nossos anseios, construímos uma linha imaginária. Os passos que criamos são seguidos por outra linha concreta na qual temos pouco controle. A linha que idealizamos, sonhamos é a inspiração e motor de nossas batalhas. Paradoxalmente, a utopia (linha visionária) precisa ser mantida para que o sonho seja real, uma vez que as adversidades da vida se encarregam de deformar a linha que pisamos (linha concreta) para trilhar nossos caminhos. Desta maneira, o comportamento humano não é demasiadamente previsível, nossas paixões muito menos. Portanto, mesmo que a nossa linha visionária, pensada, seja inexorável, a linha que pisamos é extremamente tênue. Tal linha é real e, esta por sua vez, mais suscetível a erros e dialoga com a linha ideal. Apesar de interdependentes elas têm propriedades totalmente diferentes.
O que difere estas linhas é o aspecto da flexibilidade. Na medida em que a linha de nossa trajetória é suscetível a mudanças repentinas e oportunas à situação, a outra precisa ter um caráter mais rígido para manter nosso foco e nossos objetivos bem claros. Nossos caminhos até podem ser fluidos, mas o que seria de nós se nossos sonhos fossem demasiadamente líquidos? Então, façamos esta linha reta, bela e platônica para concretizarmos nossos planos mais reais. Quando caímos, são estas linhas que usamos para nos levantar, pois é nela que nos sustentamos. Quando fracassamos, não almejamos novamente o fracasso, almejamos o sucesso ainda não idealizado. Enquanto a linha visionária nos ergue, a linha real nos derruba, gerando um movimento dialético que nos faz crescer. E nos faz amadurecer. Para tanto, faz-se necessário não desistir para não perder a trilha dos sonhos. Desistir faz com que a linha da realidade se torne cada vez mais cruel.
Além do mais, para percorrer simultaneamente ambas as linhas é preciso ter equilíbrio. Somos equilibristas. Nossas dívidas, nossos desafetos, nossos medos e inseguranças querem nos derrubar a todo o momento e deformam nossa linha pisada. É preciso esquecer a plateia lá em baixo para que possamos chegar do outro lado. Às vezes eles excitam seus sonhos, porém muitas vezes eles nos deixam na corda bamba.
A perda do senso de equilíbrio pode atrapalhar muito. Caso nos foquemos apenas na linha visionária não notaremos que estamos arraigados por uma linha mundana. Por este caminho o fracasso torna-se uma realidade com facilidade. Se você não olhar para o chão que pisa certamente tombará. O sonho sem o senso de realidade transforma-se em frustração.
Caso o enfoque esteja apenas na linha concreta. Perderemos com facilidade a linha de nossos devaneios, nossos sonhos, nossas virtudes e sucumbiremos com facilidade a nossos piores pesadelos. Constataremos que a realidade é por demasia cruel e seremos findados por nossas desgraças mais subjetivas. Não saberemos para que ou por quem lutar.
Meu esforço diário é para me equilibrar nestas linhas sem esquecer nem uma e nem a outra. Lembre-se que as linhas da fantasia da maioria das demais pessoas são paralelas às suas. E se você está esperando que seus sonhos sejam adotados por outros, saiba que as linhas imaginárias de cada um, em sua grande maioria, são diferentes e somente em um lugar elas poderão se encontrar: no infinito.
Um grande abraço
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Os seis mitos do trabalho formal
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Violência Isolada em Realengo?

terça-feira, 5 de abril de 2011
Minha rotina sem televisão
Relatos de uma mudança de hábito.
Recentemente mudei-me. O utensílio mais presente na residência dos brasileiros, a televisão acabou ficando de fora. A partir de então, acabei consolidando uma revolução na minha vida. Relatarei minha experiência a partir de dois momentos.
Trabalhava 8 horas por dia. Como morava longe chegava em casa perto das sete e meia da noite. Ao chegar, exausto, sentava no sofá, ligava o aparelho televisor e consumia recortes da programação, tanto local quanto nacional. Estava aparentemente descansando e relaxando. Entretanto, podia
estar relaxando o corpo, mas estava atrofiando meu músculo mais precioso: o cérebro. Assim, mesmo odiando a programação, sentia um magnetismo me prender aquele aparelho. Um programa levava ao outro, mal terminava um telejornal começava outra coisa que nada tinha a somar à minha experiência. Mas tido se apresentava instigante e parecia um verbo transitivo a pedir complemento. Quando enfim me sentia repousado, já era tarde da noite e precisava dormir pra alimentar o círculo vicioso do dia seguinte. Quando chegava o final de semana, toda minha rotina continuava orientada pela programação televisiva. Manhã: Seriado; Tarde: Filme; noite: Telejornal ou revista televisiva. Os programas que acompanhava não eram, em sua grande maioria, ruins, fúteis, deseducativos. Muito pelo contrário, assistia a filmes bons, entrevistas relevantes e documentários excelentes. Entretanto, minha agenda totalmente era escrava da programação.

A rotina sem a televisão
Ao me mudar, continuei trabalhando as 8 horas por dia. Chegava em casa um pouco mais cedo, cerca de 30 minutos antes de outrora. A princípio pensei como seria minha vida sem o tal aparelho. Pesquisei preços, placas para acoplar ao computador, mas resolvi me presentear com a experiência de viver sem a televisão. Desde então, ao chegar do trabalho, como não mais dispunha do televisor para o repouso laboril cotidiano iniciei uma nova fase em minha vida. De tão entediado, resgatei o hábito de ler, escrever, assistir a um filme clássico. E principalmente estudar. Passei a fazer coisas das quais fazia a conta gotas. Reservei também um bom tempo para conversar com minha esposa e falar sobre nossas experiências. Desde então passamos a nos relacionar melhor. Meu dia hoje parece ter 72 horas. Em um único rotacionar da terra consigo estudar satisfatoriamente, ler, escrever, ouvir podcasts, ler, assistir filme, jogar, acessar a internet dentre tantas outras coisas. Na medida em que meus hábitos mudaram, minha bagagem também mudou. O viajante se torna o que ele carrega na mala. As desvantagens de abrir mão completamente deste veículo, é correr o risco de ficar desinformado. Ficar à toa nas rodas de conversas relacionadas aos fatos recentes. Porém, ao meu singelo julgamento temos muito mais a ganhar do que a perder. Tanta informação absorvida torna seu raciocínio tão volátil como os grãos de arreia de terras estranhas soltos ao vento. Agora, se usa do teu barro para construir, tal procedência consolidará um castelo uma vez que conheces o material e fará um bom arranjo.
Esses dias fiz um balanço da experiência. E cheguei a conclusão que o mais importante é ter controle sob suas escolhas e selecionar as informações na medida em que se precisa. Construir a informação, não deixar que ela lhe construa. Agora faço determinada tarefa quando me sinto preparado, motivado, instigado. Tenho tentado ser cada vez mais autotrófito. Depois de quase duas dezenas de anos de pura fagocitose visual, será que estou desintoxicado?
Fonte imagem 1: www.cartapotiguar.com.br
Fonte imagem 2: www.fariaconversas.blogspot.com






