
Quantas vezes tomamos decisões das quais nos arrependemos? Quantas vezes mais deixamos de tomar decisões e somos tomados por arrependimentos sem precedentes?O que faz com que as pessoas de sucesso cheguem tão longe apesar de todos os empecilhos?
Em primeiro lugar nossas metas precisam estar muito bem traçadas e bem delimitadas. Elas são tipos ideias, utopias. Ao tempo em que idealizamos mentalmente nossos anseios, construímos uma linha imaginária. Os passos que criamos são seguidos por outra linha concreta na qual temos pouco controle. A linha que idealizamos, sonhamos é a inspiração e motor de nossas batalhas. Paradoxalmente, a utopia (linha visionária) precisa ser mantida para que o sonho seja real, uma vez que as adversidades da vida se encarregam de deformar a linha que pisamos (linha concreta) para trilhar nossos caminhos. Desta maneira, o comportamento humano não é demasiadamente previsível, nossas paixões muito menos. Portanto, mesmo que a nossa linha visionária, pensada, seja inexorável, a linha que pisamos é extremamente tênue. Tal linha é real e, esta por sua vez, mais suscetível a erros e dialoga com a linha ideal. Apesar de interdependentes elas têm propriedades totalmente diferentes.
O que difere estas linhas é o aspecto da flexibilidade. Na medida em que a linha de nossa trajetória é suscetível a mudanças repentinas e oportunas à situação, a outra precisa ter um caráter mais rígido para manter nosso foco e nossos objetivos bem claros. Nossos caminhos até podem ser fluidos, mas o que seria de nós se nossos sonhos fossem demasiadamente líquidos? Então, façamos esta linha reta, bela e platônica para concretizarmos nossos planos mais reais. Quando caímos, são estas linhas que usamos para nos levantar, pois é nela que nos sustentamos. Quando fracassamos, não almejamos novamente o fracasso, almejamos o sucesso ainda não idealizado. Enquanto a linha visionária nos ergue, a linha real nos derruba, gerando um movimento dialético que nos faz crescer. E nos faz amadurecer. Para tanto, faz-se necessário não desistir para não perder a trilha dos sonhos. Desistir faz com que a linha da realidade se torne cada vez mais cruel.
Além do mais, para percorrer simultaneamente ambas as linhas é preciso ter equilíbrio. Somos equilibristas. Nossas dívidas, nossos desafetos, nossos medos e inseguranças querem nos derrubar a todo o momento e deformam nossa linha pisada. É preciso esquecer a plateia lá em baixo para que possamos chegar do outro lado. Às vezes eles excitam seus sonhos, porém muitas vezes eles nos deixam na corda bamba.
A perda do senso de equilíbrio pode atrapalhar muito. Caso nos foquemos apenas na linha visionária não notaremos que estamos arraigados por uma linha mundana. Por este caminho o fracasso torna-se uma realidade com facilidade. Se você não olhar para o chão que pisa certamente tombará. O sonho sem o senso de realidade transforma-se em frustração.
Caso o enfoque esteja apenas na linha concreta. Perderemos com facilidade a linha de nossos devaneios, nossos sonhos, nossas virtudes e sucumbiremos com facilidade a nossos piores pesadelos. Constataremos que a realidade é por demasia cruel e seremos findados por nossas desgraças mais subjetivas. Não saberemos para que ou por quem lutar.
Meu esforço diário é para me equilibrar nestas linhas sem esquecer nem uma e nem a outra. Lembre-se que as linhas da fantasia da maioria das demais pessoas são paralelas às suas. E se você está esperando que seus sonhos sejam adotados por outros, saiba que as linhas imaginárias de cada um, em sua grande maioria, são diferentes e somente em um lugar elas poderão se encontrar: no infinito.
Um grande abraço

1 comentários:
né... acho que em primeiro lugar eu tenho que traçar a minha linha, uahuahuahu, ultimamente tenho esquecido das duas ^^....
Texto massa!!! *;*, veio bem a calhar no momento que estou passando agora, acho que mais nada vou ter que andar em equilíbrio pelas linhas.
Obrigada por me avisar que vc postou, até pq esse texto me fez refletir sobre o momento q estou passando agora...
se cuida,
e felicidades...
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